sábado, 5 de janeiro de 2008

Twitter disponibiliza serviço de SMS gratuito




quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Museus em debate na Culturgest

A primeira de um ciclo de conversas em torno dos museus do século XXI arranca hoje na Culturgest, em Lisboa. O encontro desenrola-se em torno da questão "Para onde vai o museu de arte contemporânea?" e nele participam Raquel Henriques da Silva e João Pinharanda. A moderar a conversa estará Ricardo Nicolau.
O ciclo que hoje se inicia e que se repetirá todas as quintas-feiras deste mês, a partir das 18.30 horas, inspira-se na exposição "Museus do Século XXI", que pode ser vista até 3 de Fevereiro na Culturgest.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

França testa acesso gratuito a 14 museus e monumentos

Catorze museus e monumentos nacionais franceses têm a partir de hoje entrada livre, numa experiência de seis meses destinada a verificar se dessa forma conseguem atrair novos públicos.

Será realizado um inquérito para avaliar o impacto do acesso gratuito na afluência a esses museus, e também saber mais sobre a composição do público.

Quando a experiência foi anunciada em Outubro, a ministra da Cultura, Christine Albanel, explicou que esta visava atrair novas categorias de visitantes.

O teste, que se aplica apenas às colecções permanentes, decorre no Museu Guimet (artes asiáticas) e no Museu Cluny (Idade Média) em Paris, no Museu do Ar e do Espaço em Bourget ou no Museu da Marinha de Toulon.

Nenhum dos museus e monumentos participantes na experiência tem uma grande afluência de público. No entanto, quatro grandes museus parisienses vão permitir acesso gratuito aos visitantes com idades entre 18 e 25 anos uma tarde por semana: o Museu Nacional de Arte Moderna do Centro Pompidou, o Museu d'Orsay (pintura e escultura do séc. XIX), o Museu do Louvre e de Quai Branly (artes primitivas).

No Reino Unido, as visitas às colecções permanentes das galerias e museus nacionais são gratuitas já desde Dezembro de 2001, o que se traduziu num forte aumento da afluência do público (39 milhões de visitas em 2006, em comparação com 24 milhões em 1997-1998.

Em Portugal, os museus tutelados pelo IPM (Instituto Português de Museus) têm entrada livre apenas aos domingos e feriados até às 14h00. Um caso à parte é o Museu Colecção Berardo, em Lisboa, que tem acesso gratuito desde a sua criação, em Junho de 2007.

in Lusa/SOL

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

“Histórias que metem água” arranca em Fevereiro na Guarda

“Histórias que metem água” é a primeira actividade do mais recente projecto do Teatro Municipal da Guarda que dá pelo nome de Aqua Criativa
"Ano novo, vida nova" é o ditado popular usado e que neste caso se aplica ao programa de actividades do Teatro Municipal da Guarda (TMG). Arranca no início de Fevereiro, o projecto Aqua Criativa que, como o nome sugere, pretende "interligar a temática da água como recurso essencial à vida com actividades e eventos de ordem cultural, artística e educativa", explica o TMG.
A primeira actividade está marcada para Fevereiro, mas o projecto prolonga-se até ao final do ano de 2008 com iniciativas variadas, programadas através do Serviço Educativo do TMG, contando com o patrocínio da empresa Águas do Zêzere e Côa. Ao longo de todo o ano, a estrutura cultural da cidade mais alta apresentará um conjunto de iniciativas dirigidas ao público em geral, sendo dada uma atenção especial a crianças do ensino pré-escolar ao ensino básico e pessoas idosas. Actividades que serão "adequadas pedagogicamente à especificidade de cada grupo", realça o TMG em comunicado.

OS ESPECTÁCULOS
“Histórias que metem água”, pelo Contador de Histórias, é o primeiro espectáculo que o TMG apresenta no âmbito do Projecto Aqua Criativa. Marcada para dia 20 de Fevereiro, esta é uma sessão de conto para crianças que frequentam o 1º ciclo do ensino básico e grupos de idosos. Trata-se de um espectáculo interactivo, a partir de diversos contos populares e literários, que releva a água como elemento fundamental à vida, descreve o TMG. O intuito é descobrir durante uma hora "as semelhanças entre a vida dos rios e a vida dos homens. Descobre-se que a água, tal como nós, encontra muitas dificuldades ao longo do seu percurso".
Já a 5 de Março, também no âmbito do Aqua Criativa, sobe ao palco do pequeno auditório do TMG, o espectáculo “O mar e uma gota de água”. A produção baseia-se num conto da Sophia de Mello Breyner Andersen e junta música feita com percussão, violino e água. Conta com a interpretação de Jean-François Lézé (percussão) e Evandra Gonçalves (violino). “O Mar e uma gota de água” vai ter duas sessões, às 10h00 para a comunidade escolar e às 21h30 para o público em geral.

“Caixinha de Música” para crianças
“Caixinha de Música” é a nova proposta pedagógica que o TMG promove, através do Serviço Educativo, para todo o ano de 2008, sendo dirigida a crianças do ensino pré-escolar. Trata-se de uma acção diária que vai reunir grupos de 25 crianças na Sala de Ensaios do Teatro para "um projecto de animação musical que explora as primeiras experiências sonoras, com base em jogos lúdico-pedagógicos, num jogo de sentidos com vista à sensibilização para a música e para a sua magia", refere a nota da estrutura.

in diário XXI

Três novos museus vão abrir durante 2008

Apesar de o orçamento para 2008 ser abaixo do que o previsto, se tivermos em conta as premissas do Programa do Governo, Isabel Pires de Lima avança com projectos e a promessa de concluir os Museus de Arte e Arqueologia do Côa e do Douro (ambos prometidos há muito tempo por vários ministros).

No segundo semestre de 2008, a ministra da Cultura conta inaugurar o novo Museu Mar da Língua Portuguesa, em Belém, onde funcionará um centro temático de exposição e comunicação interactiva e "lançar" ainda o futuro Museu da Música-Arquivo do Som que ocupará o Palácio de S. João Novo, no Porto, entretanto adquirido pelo Estado.

No ano que agora entra, a tutelar da pasta terá entre mãos a terceira fase do PRACE que, segundo explicou no Parlamento implica "uma proposta de redução de 97 postos", mas com mais 23 para a área dos arquivos e 178 para os museus.

Dir-se-á que na Cultura, como dizia o próprio ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, em relação às verbas para a área, durante o debate na generalidade do Orçamento de Estado -, que ninguém alimente "ilusões". O aviso de alerta não causou nenhuma surpresa. Ano após ano, o proclamado objectivo dos governos em Portugal tem sido canalizar para a Cultura pelo menos um por cento do bolo orçamental.

Mas a verdade é que nunca nenhum o concretizou. E o orçamento que a ministra Isabel Pires de Lima terá de gerir é de 246,6 milhões de euros. Ou seja, como a titular da Cultura lembrou aos deputados, também ela considera que o seu orçamento, que é 0,4 % do orçamento do Estado, está longe do desejável.

"Reconhecemos que ainda estamos longe da meta traçada para a legislatura de atingir um por cento do OE para a Cultura", lembrou a responsável, "mas também estamos conscientes que o mesmo se deve à prossecução do esforço de consolidação das contas públicas, com o qual o Ministério da Cultura é solidário".

A justificação de ainda não se ter cumprido a promessa é a de que há outras prioridades. O próprio titular das Finanças lembrou que o Programa do Governo refere um por cento para a Cultura, sim, mas "a médio prazo".

in L.F. com Lusa

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Serralves coloca na Internet todo o seu espólio


3.300 obras da colecção, mais de 13 mil fotografias e outros documentos e publicações acessíveis através do site da fundação.


Todo o espólio da Fundação de Serralves está on-line a partir de hoje, quinta-feira. Qualquer utilizador pode aceder gratuitamente a imagens das obras de arte, publicações, images e arquivos históricos do acervo de Serralves, que foi totalmente inventariado e digitalizado.


O acervo na Net representou “um ano e meio de trabalho", diz ao JPN Cristina Passos, membro da Direcção Geral da fundação. Trata-se de desmaterializar o museu e colocá-lo mais acessível às pessoas em qualquer ponto do mundo, explica.

O espólio digital era uma ideia já com alguns anos, mas só avançou graças ao financiamento do Programa Operacional da Cultura, que custeou 75% do investimento total de 115 mil euros. O projecto teve ainda o apoio institucional do Ministério da Cultura.

Através do site de Serralves, é possível ter acesso à colecção de obras de arte do Museu de Arte Contemporânea (3.300 peças, que vão do final da década de 60 até hoje, de artistas como Paula Rego e Fernando Lanhas); ao acervo de Carlos Alberto Cabral, Conde de Vizela, primeiro proprietário da Casa de Serralves (documentos que mostram o processo de construção da Casa e dos jardins de Serralves); ao arquivo fotográfico; e a três colecções documentais da fundação.

Só digitalizar e inventariar as mais de 13 mil obras que compõem o arquivo fotógrafico da Fundação de Serralves resultou em 902 DVD. Contém imagens de exposições, artistas, eventos e dos vários espaços da fundação e de actividades realizadas pelo Serviço Educativo de Serralves.

Lançamento da 5ª revista CONSERVAR PATRIMÓNIO

Foi apresentada no passado dia 18 de Dezembro no Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, o nº 5 da revista Conservar Património, publicada pela ARP - Associação Profissional de Conservadores-Restauradores de Portugal. Na sessão intervieram Manuel Bairrão Oleiro (director do IMC-Instituto Museus e Conservação), Paulo Henriques, António João Cruz e Alexandrina Barreiro. Trata-se de um número especial dedicado a um relatório que o restaurador de pinturas Luciano Freire escreveu na década de 1930 onde descreve os tratamentos que fez a muitas das mais importantes pinturas antigas dos museus portugueses.

A revista Conservar Património é uma revista científica com periodicidade semestral que pretende proporcionar um espaço aos conservadores-restauradores para a divulgação regular dos seus estudos e actividades. Porém, numa época em que a conservação e restauro tenta desenvolver-se através da colaboração com outras áreas, designadamente, a história da arte, a arqueologia, a museologia, a química, a física, a biologia e outras disciplinas da área das ciências exactas e naturais, a revista igualmente acolhe as contribuições com qualquer outra proveniência desde que incidam sobre a materialidade das obras que constituem o nosso património cultural. (+ info.)

Um conto no Museu de Angra do Heroísmo

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007